LUAS DE HÁ MUITO SÓIS

HISTÓRICO

A montagem deste espetáculo é um desejo que foi plantado em 2011, quando as atrizes Marina Duarte e Natascha Falcão se encantaram pelo conto “As Três Irmãs”, de Mia Couto, e começaram a vislumbrá-lo para o teatro. Dentro das imagens que surgiam desse impulso, Moncho Rodriguez aparecia como maestro, orquestrando as palavras e as figuras que estavam pra nascer. Finalmente, em 2015, de uma iniciativa independente, nasceu Luas de Há Muito Sóis - realizada em residência artística na plataforma Fafe Cidade das Artes, no norte de Portugal. Trata-se de um espaço de imersão criado e conduzido por Moncho para a construção de cada detalhe de uma obra. O dramaturgo e encenador galego possui uma relação profunda com as raízes ibéricas e a cultura nordestina e, por sua vez, concebeu uma peça teatral com todas essas nuances, unificando em Luas de Há Muito Sóis a origem e mística africana, a dramaticidade ibérica, o vocabulário e os costumes nordestinos. O cenário traz a aridez de um não-lugar que poderia ser qualquer sertão brasileiro, qualquer deserto do além-mundo. Foram 45 dias de dedicação com uma rotina intensa de trabalho físico, intelectual e, porque não, emocional, na construção do espetáculo. O resultado foi apresentado no Teatro Cinema de Fafe, como mostra pública da residência das atrizes pernambucanas na plataforma Fafe Cidade das Artes. A estreia nacional de Luas de Há Muito Sóis ocorreu em janeiro de 2016, no 22o Janeiro de Grandes Espetáculos, em Recife/PE. Durante dois dias de apresentação, o público lotou o Teatro Capiba - Sesc Casa Amarela, conferindo ao espetáculo sete indicações ao Prêmio APACEPE de Teatro: Melhor Figurino, Melhor Iluminação, Melhor Trilha Sonora, Melhor Espetáculo Adulto, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Marina Duarte), vencendo o Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante para Natascha Falcão.

Luas de Há Muito Sóis está pronto para seguir viagem e continuar a brincadeira de chamar nas portas dos mundos...

SINOPSE

Luas de Há Muito Sóis é livremente inspirado no conto “As Três Irmãs” de Mia Couto, o qual narra a história de Gilda, Flornela e Evelina, filhas do viúvo Rosaldo, que crescem isoladas do mundo como propriedades exclusivas do pai. Porém, tudo se desestrutura com a chegada de um jovem forasteiro... Em Luas de Há Muito Sóis, o conto se transmuda na jornada de três velhas irmãs que viajam num espaço-tempo encantado à procura das portas do mundo, metáfora poética para a busca que empreendem por si mesmas e por um destino mais amoroso. Juntas, retornam ao passado e revivem o conto como quem visita a própria memória para desvendar o íntimo de suas histórias. Três mulheres, três vultos de aves velhas, três agouros, três desejos, três irmãs juntas e desencontradas, Luas de Há Muito Sóis é um mergulho nas profundezas e imaginários fantásticos do universo feminino.

ENCENAÇÃO

Luas de Há Muito Sóis apresenta um texto inédito, fabuloso, carregado de símbolos, dizeres e crenças que transmitem o imaginário fantasioso da cultura ibérica no Nordeste brasileiro. A encenação de Luas de Há Muito Sóis tem um compromisso de cumplicidade com o espectador, um envolvimento que rompe com as fronteiras e limites estabelecidos entre as atrizes e o público, entre a cena formal e a poética do espaço em construção. A sonoridade é também partilhada, cada círculo de celebração tem a sua melodia, a sua música.

Luas de Há Muito Sóis é teatro de pesquisa, experimental em sua essência, que pretende atravessar o espectador, vasculhar também o seu íntimo. Um teatro que se mantém fiel à arte do encontro, da celebração, que prioriza tanto a poética, como a boa execução, a fim de se manter fiel às imagens e às contradições das personagens, tão humanas. Três irmãs, três meninas, três vultos de aves velhas, tríades de universos em três criações de mulheres, Luas de Há Muito Sóis, Evelina, Flornela e Gilda. De Tchecov a Lorca ou de Lourdes Ramalho a Mia Couto, deusas de carne e sonho, funambulistas do etéreo, guardiãs de costumes, culturas e identidades únicas, viajam nas dramaturgias tomando corpo e alma de personagens que se misturam com os segredos das raízes, com os céus e infernos, plenas de amores e ódios, conjugando nas contradições do seu ser a poética do desconhecido que se mostra na invisibilidade dos sentimentos.

FICHA TÉCNICA

Texto e Encenação: Moncho Rodriguez

Elenco: Marina Duarte (como Flornela)

Natascha Falcão (como Evelina)

Priscila Danny (como Gilda)

Musica original: Narciso Fernandes

Figurinos e Máscaras: Moncho Rodriguez

Confecção de figurinos: Marilia Martins

Confecção de objetos de cena: Guilherme Castro

(Portugal), Fabio Lobo (Rio de Janeiro)

Operação de Som: João Gilberto

Operação de Luz: Rodrigo Belay

Realização: Fafe Cidade das Arte & Papelão Produções

Produção: Palavra Z Produções Culturais

Espetáculo indicado para maiores de 12 anos.

MONCHO RODRIGUEZ - O DIRETOR

Diretor, encenador, dramaturgo, cenógrafo, figurinista, coordenador da plataforma Fafe Cidade das Artes (Portugal), Moncho Rodriguez já celebrou seus 40 anos de oficio teatral. Reconhecido pelo trabalho de criação e pelas pesquisas no universo do teatro ibérico na Espanha, em Portugal e no Brasil. Responsável pela

formação de muitos atores que hoje sobem aos palcos nos três países, recebeu diversos prêmios por seus trabalhos como encenador. Nomeado para o Shell e O Brasem por espetáculos como Caetana, Canastrões e Bartolomeus. No seu histórico constam mais de 200 encenações. Na plataforma Fafe Cidade das Artes,

acolhe em residências artísticas criadores e pesquisadores das novas linguagens cênicas do mundo ibérico. Promove intercambio e partilha de saberes, cria novos espetáculos com jovens atores e promove um circuito de itinerância na busca de novos públicos. Reverenciado em revistas e livros teatrais no Brasil e em Portugal,

propõe um teatro que vai da tradição ao contemporâneo. Um teatro de celebração entre o ator e o espectador. Um teatro da poética e da memória, do imaginário com identidade própria e universal.

MARINA DUARTE - ATRIZ

Nasceu em Recife, em 1990. Atriz- bailarina, palhaça e produtora cultural. Desde 2008, dedica-se à pesquisa e ao ofício de atuar tendo como foco as potencialidades do corpo e as manifestações poéticas do ser. Em sua trajetória, atuou em 7 espetáculos, 5 leituras dramatizadas e 1 curta metragem; ministrou oficinas; trabalhou como preparadora física e vocal; e integrou entre 2010 e 2014 a Duas Companhias de Teatro (Recife-PE). Atualmente, reside no Rio de Janeiro e cursa licenciatura em Dança

na Faculdade Angel Vianna.

 

NATASHA FALCÃO - ATRIZ

Nasceu na cidade do Recife, em 1986. Artista criadora, pesquisa o teatro e expressões artísticas desde 2006. Bailarina contemporânea - formada pela Escola Angel Vianna (RJ), é atriz, performer e clown, além de cantora no grupo popular-contemporâneo Pirarucu Psicodélico, junto a artistas do norte, nordeste e Rio de Janeiro.

PRISCILA DANNY - ATRIZ

Nasceu em Porto Alegre em 1983. Atriz, produtora e arte educadora. Trabalha em teatro desde a infância, tendo aprendido o ofício com seus pais, também artistas e produtores. Formou-se em Letras e fez mestrado em Estudos Literários (PUC-Rio). Integrou os grupos Omäme Teatro, Teatro Terceiro Vetor e Grupo Teatral Moitará (Rio de Janeiro). Dedica-se à pesquisa sobre treinamento e arte do ator, histórias pessoais e escrita nos processos de criação cênica.

GALERIA DE FOTOS

Créditos: Ana Carvalho

 

Vídeo Teaser do espetáculo:

Crédito Ana Carvalho

IMPRENSA

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Críticas do Espetáculo
Clipping

TÉCNICA

Rider de Luz e Som

Mapa de Luz

Cenário

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