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PROGRAMAÇÃO

Espetáculo “Melhor Faz Tranças do Mundo” estreia dia 10 de abril com exibição gratuita 

Com texto sobre a “ruína das velhas ideias”, a atração para toda a família traz reflexões sobre o cotidiano.

E se você pudesse reconstruir a cidade do zero, quais estruturas reinventaria? É para o mergulho

em outras possibilidades que o espetáculo Melhor Faz Tranças do Mundo, da Palavra Z Produções

Culturais, te convida.

Com estreia neste sábado (10 de abril), às 16h, a apresentação gratuita e online, é livre para todas

as idades, e uma boa pedida para curtir o final de semana. 

 

Sob direção de Luan Vieira, que também faz dupla com Dora Freind no texto, o espetáculo tem no

elenco Luiza Loroza, Jorge Oliveira e Julia Freind. que vivem três grandes amigos que têm a missão

de reconstruir uma cidade que foi devastada por um forte vento. Dos escombros do que ficou, a

única pessoa capaz de refazer o lugar é um menino com uma habilidade de fazer tranças, que é

apaixonado pelo número três, e encontra sempre uma terceira opção para resolver as coisas.

O equilíbrio entre os extremos. Juntos, eles irão tentar trançar a cidade perdida em busca de

reconstruir tudo que o vento levou. 

 

Em um período de pandemia e dos encontros virtuais, falar de amizade e da esperança em outros

futuros possíveis, para o diretor Luan Vieira, é afirmar que existe sempre a novidade das ideias que

não cabem mais nesse tempo. 

 

“Uma das minhas intenções como encenador é fazer o espetáculo fluir a partir da experiência de

cada pessoa. Nesse sentido, a ventania é como a ruína de uma ideia muito bem estabelecida sobre o

mundo. Minha intenção é fazer o público acompanhar uma história em que se perceba aquilo que no

cotidiano não se consegue ver. Eu quero que o telespectador descubra através do espetáculo as suas

próprias inquietações!”, destaca. 

Criado e protagonizado pela atriz, bailarina e autora deficiente visual Moira Braga, espetáculo infantil ganha versão audiovisual 

 

Ventaneira – A cidade das flautas, onde o céu é colorido por pipas que carregam flautas tocadas
pelo vento, já foi poema, dança, conto, peça infantil, livro e audiolivro. Agora, se transforma mais
uma vez e volta em formato audiovisual para quatro apresentações gratuitas e online, nos
dias 03 e 04 de abril, às 16h. Idealizada, escrita e interpretada pela atriz, bailarina e autora

deficiente visual Moira Braga, Ventaneira foi totalmente adaptada para o novo meio e ganhou
interpretação de libras e audiodescrição integradas à dramaturgia: “Eu não queria que a
acessibilidade fosse uma coisa à parte. O roteiro constrói uma narrativa junto com a
audiodescrição e o intérprete de libras faz parte da história”, conta Moira. A iniciativa tem
patrocínio da Lei Aldir Blanc, Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria
de Estado de Cultura e Economia Criativa. 


Encenado pela primeira vez em 2016, quando foi visto por 750 pessoas em dois meses de
temporada, no Parque das Ruínas e Teatro Gonzaguinha, Ventaneira surgiu bem antes disso. Há dez
anos, Moira estudava na Escola de Dança Angel Vianna – onde hoje leciona – e escreveu
primeiramente um poema, que deu suporte a uma coreografia, inspirado na obra As cidades
invisíveis, de Ítalo Calvino. A história foi tomando corpo e se transformou em um conto, ganhou
personagens. Mais tarde, chegou aos palcos e, em 2018, virou livro e audiolivro:

“O livro é um pouco diferente da peça. No primeiro, a história é uma narrativa, mais longa,

enquanto no espetáculo ele é um pouco alterado para ganhar mais dinâmica. Agora, fizemos uma

nova modificação, para nãoficar apenas uma peça filmada, mas um projeto pensado para o formato

audiovisual, com direção geral e roteiro de Rai Junior e o resultado é algo entre esses dois

formatos”, adianta Moira.


“Pensei muito no que seria mais interessante trazer da peça para o audiovisual. E com certeza não vem de uma mera transposição, com uma câmera parada filmando o espetáculo”, afirma Rai. “E também a questão da acessibilidade é muito instigante, como a gente poderia fazer para alcançar todo mundo. Por isso as libras e a audiodescrição estão integradas ao espetáculo, não tem como ‘desligar’”, completa.


A história fala de uma cidade fantástica com pipas cortando o céu que carregam flautas tocadas pelo vento. Mas um dia os ventos cessam e a cidade amanhece sem música. O menino Rudin, que só consegue ver o que suas mãos podem alcançar, é o único morador que não sabe empinar pipas ou construir flautas, mas com a ajuda do amigo Paco, consegue trazer a música e a alegria de volta à cidade. “O público se identifica com questões pertinentes a toda criança: se sentir diferente, ser
excluído das brincadeiras, não ser compreendido por ter uma forma especial de observar o mundo, mas também reforça valores como amizade, afeto, tolerância e estimula a percepção do outro e da sociedade”, destaca Moira.


A trilha sonora inédita é composta por Carol D’Ávila, antiga colaboradora do projeto, assim como a diretora de arte Ayara Mendo, que assinou as ilustrações do livro. Na nova versão, Ayara criou uma cenografia que se transforma ao longo do espetáculo, seja com a interação de Moira ou com a dela própria, que estará em cena: “São grandes rolos de papel, onde a cidade vai sendo pintada e surge aos poucos; o produto final não é entregue de cara. É uma espécie de instalação, construída junto com a história”, detalha Ayara. Rasgos e buracos sugerem portas, janelas, passagens. A narrativa não-linear faz com que em certos momentos as folhas voltem a ser brancas. A pintura vai pautando esse antes e depois. E para contrapor a subjetividade do cenário, entram alguns objetos de cena, como bolas, flautas e um caixote de madeira, que ajudam a reforçar a narrativa para a criança.


“É um espetáculo para ver, ouvir, sentir e se emocionar. Ele aborda de forma lúdica a capacidade infinita, especialmente das crianças, de reinventar a realidade. E, sobretudo, em uma época de tantos estímulos para as crianças, acreditamos que sentar e escutar uma boa história ainda é a melhor diversão”, aposta Moira.

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